VELHO CAUSIDICO

Há mais de sete décadas venho arquivando, em meu cérebro, consciente e inconcientemente, pensamentos bons e maus, verdadeiros e falsos; fatos e acontecimentos reais e fictícios, alegre e tristes e, também, sonhos, fantasias e quimeras... Criei este

VELHO CAUSIDICO

Há mais de sete décadas venho arquivando, em meu cérebro, consciente e inconcientemente, pensamentos bons e maus, verdadeiros e falsos; fatos e acontecimentos reais e fictícios, alegre e tristes e, também, sonhos, fantasias e quimeras... Criei este
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Terra Blog

Arquivo de: Março 2007, 02

02.03.07

PÉROLAS JRÍDICAS

PÉROLAS

Qual o custo para o Estado desta publicação?

"Intime-se a parte ré para o pagamento das custas de fls.294, que importam em R$1,18."

-------------------------------------

De uma nota de expediente da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, publicada no Diário da Justiça (proc. nº 10502203467).

Mais uma:

"Não existindo bens em nome do devedor, penhoro o burro do avalista."

---------------------------------------

De uma  certidão de um Oficial de Justiça da Comarca de Cidade Gaúcha, Estado do Paraná.

01.03.07

MEU CANTO

categorias: POEMAS E POESIAS

MEU CANT0

 

Neudes de Lucena

Não,

nao suporto mais

esta passividade

morna,

mansa, 

mansa,

que inconscientemente

estou deixando tomar conta de meu ser.

Preciso

me libertar,

para liberto,

seguir meu caminho,

sem horizontes,

levando meu canto,

por vales e montes

até a morada  da felecidade.

Não nasci para o conformismo,

esta prisão invisível,

que mantém o homem

recluso  em si mesmo.

Prefiro

seguir a exmo, 

curtindo  a incerteza de

                                  novas aventuras,

a me  enganjar 

ao rol das criaturas, 

que,

conformadas,

perderam  a vontade de cantar.

Quero meu verso,

jogado ao vento,

transmitindo alento

aos desanimados,

que fugiram à luta

antes da batalha.

Quero transformar meu canto

no manto que agasalha

e, com meu cantar,

adormecer sorrindo

meus irão  desfortunados.

Quero meu verso

ensinando amor,

mitigando a dor, secando lágrimas,

levando otimismo aos corações angustiados.

Preciso, com urgência,

me libertar,

para liberto,

seguir meu caminho,

 sem horizontes,

cantando;

e que meu canto, por vales e montes, 

siga despertando consciências,

saciando a sede e a fome,

libertando o homem

                               do  próprio homem.

janeiro/1975.