VELHO CAUSIDICO

Há mais de sete décadas venho arquivando, em meu cérebro, consciente e inconcientemente, pensamentos bons e maus, verdadeiros e falsos; fatos e acontecimentos reais e fictícios, alegre e tristes e, também, sonhos, fantasias e quimeras... Criei este

VELHO CAUSIDICO

Há mais de sete décadas venho arquivando, em meu cérebro, consciente e inconcientemente, pensamentos bons e maus, verdadeiros e falsos; fatos e acontecimentos reais e fictícios, alegre e tristes e, também, sonhos, fantasias e quimeras... Criei este
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Terra Blog

Arquivo de: Março 2007, 12

12.03.07

MEU VELHO

 Poema  de Luis  Gustavo de Lucena 

Meu velho.
Vem comigo,
vamos sentar ali,
à beira daquele córrego,
de água limpa e pura,
como a vida que sonhamos.

Deixe que a brisa
mexa os teus cabelos
e leve teus
pensamentos
para outras cabeças.

Deixes
teu amor
junto à pureza do córrego,
para que a correnteza
o leve para outros corações.

Permita que o sol
te ilumine,
porque dele
vem a luz eterna,
que te encherá de paz.

Mas,
não deixe que esta luz
te segue.

Permaneças
úmido como as pedras da corredeira,
para que teus desejos
escorreguem,
por entre elas,
e sigam livres,
feito a água,
para o mar.


Entretanto,
se nada disso conseguires,
suba ao alto daquela montanha,
que beira a cidade
e despeje,
no ar poluído,
a tua raiva,
para que se misture
à das pessoas que lá se agitam,
porque elas,
também,
não entenderam a minha mensagem.

 

(Obrigado, meu filho. Entendi tua mensagem.)