VELHO CAUSIDICO

Há mais de sete décadas venho arquivando, em meu cérebro, consciente e inconcientemente, pensamentos bons e maus, verdadeiros e falsos; fatos e acontecimentos reais e fictícios, alegre e tristes e, também, sonhos, fantasias e quimeras... Criei este

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Arquivo de: Novembro 2007, 20

20.11.07

CONSCIÊNCIA NEGRA

categorias: POEMAS E POESIAS

Cruz e Sousa (1861 - 1898)

João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, seria acolhido pelo Marechal e sua esposa como o filho que não tinham.
Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar.
Sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público em Laguna, por ser negro.
Em 1890 vai para o Rio de Janeiro, onde entra em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colabora em alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de Missal e Broquéis (1893), só consegue arrumar um emprego miserável na Estrada de Ferro Central.
Casa-se com Gavita, também negra, com quem tem quatro filhos, dois dos quais vêm a falecer. Sua mulher enlouquece e passa vários períodos em hospitais psiquiátricos.
O poeta contrai tuberculose e vai para a cidade mineira de Sítio se tratar. Morre aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão

DILEMA

 De Cruz e Souza

Ao cons. Luís Alvares dos Santos


Vai-se acentuando,
Senhores da justiça -- heróis da humanidade,
O verbo tricolor da confraternidade…
E quando, em breve, quando


Raiar o grande dia
Dos largos arrebóis -- batendo o preconceito…
O dia da razão, da luz e do direito
-- solene trilogia --


Quando a escravatura
Surgir da negra treva -- em ondas singulares
De luz serena e pura;


Quando um poder novo
Nas almas derramar os místicos luares,
Então seremos povo!